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PACIFICADOR - Perturbando a Paz

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Depois do sucesso que foi a série O Pacificador, derivada do filme Esquadrão Suicida 2, óbvio que não demoraria para pintar mais uma HQ sobre o personagem. E ninguém melhor do que Garth Ennis para escrever sobre um desequilibrado que "traz paz ao mundo matando quem deve morrer". O quadrinho tem apenas 48 páginas, com artes de Garry Brown e cores de Lee Loughridge. O roteiro é assinado pelo já mencionado Garth Ennis, que aposta numa história baseada em flash backs. Christopher Smith (o Pacificador) precisa passar por uma entrevista psicológica devido seu ingresso na Força Delta. Durante a conversa com a doutora Sedgewick somos levado a diversas lembranças de Chris, desde sua infância perturbada com mortes dos seus pais, biológicos e adotivos, como seu ingresso nas forças armadas e incursões militares que realizou. A história não tem grandes pretensões, a não ser mostrar detalhes da vida do personagem, que é desconhecido até para colecionadores de comics. Porém no desenrolar da...

GORDON: LEI & ORDEM

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  O número 37 da coleção de graphic novels da DC Comics pela Eaglemoss nos traz 3 arcos: Gordons Law (1996-97), Batman GCPD (1996) e Batman: Gordon of Gotham (1998). O primeiro arco tem roteiro de Chuck Dixon e arte de Klaus Janson, que ficaria muito melhor se deixassem em preto e branco, mas tivemos as cores de Kevin Somers, que não é ruim, mas esse tipo de narrativa combina com cores reduzidas, como fizeram em DPGC e Batman Ano Um. O roteiro gira em torno de um assalto a banco que deu errado e os criminosos assassinam todos os reféns além de conseguirem fugir. A investigação leva Gordon a descobrir o envolvimento de policiais no crime. Levando para o lado pessoal pede a Batman que não se envolva. A desconfiança o isola até mesmo de seu pessoal, o que faz ele recorrer a policiais de outros departamento. Mesmo assim tudo conspira contra o comissário e perdas são inevitáveis. Com muito sufoco e colocando a vida em risco diversas vezes, Gordon resolve o caso, mas o preço é uma gran...

SUPERMAN - PARA O ALTO E AVANTE

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  O quadrinho traz roteiro de Tom King (O Xerife da Babilônia) e arte de Andy Kubert (Batman Pai e Filho). O quadrinho se desenrola apressadamente, e com saltos propositais na trama. Contudo, essa pressa e saltos temporais não tornam a HQ ruim, longe disso. Vamos ao que importa.   Alerta de Spoiler! Na cidade de Gotham, uma menina órfã chamada Alice é sequestrada de seu lar adotivo. Batman pede ajuda ao Superman porque tudo indica que os culpados são alienígenas e a própria garota foi levada ao espaço, área de atuação do Super, bem mais que do morcego. Sem contar que a garota é fã do Azulão (do Superman, não o cantor regional de Caruaru). Para piorar a situação os pais adotivos da garotinha foram assassinados por essa corja espacial. Superman se vê num dilema: ir atrás de uma única pessoa perdida no espaço ou deixar a tropa dos Lanternas Verdes cuidar disso enquanto ele continua protegendo a Terra com outros trocentos mil super-heróis? A resposta é óbvia e ele parte sem ...

MULHER MARAVILHA - Terra Morta

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  O Selo Black Label realmente veio para fica, e cada vez mais esse "universo" se distancia do extinto selo Vertigo. Mas isso ainda pode mudar e coisas boas podem surgir, como foi o caso de Batman Condenado. Realmente pensei que Mulher Maravilha Terra Morta, escrita e desenhada por Daniel Warren Jhonson, seria um desses trabalhos, que viraria um marco do selo, se tornando um clássico imediato. Porém, quão errado eu estava. A proposta foi trazer Diana para um mundo pós-apocalíptico, onde a humanidade vivesse de forma errante, com recursos escassos e enfrentando monstros gigantescos. Tudo isso sem heróis até que a salvadora surge. Clichê, mas que sempre rendeu excelentes histórias. Mas vamos por partes... Diana acorda depois de uma longa hibernação (alguns anos, décadas, não é explicado). Ela estava no que parecia ser uma capsula de reabilitação, e a roupa que usa parece ter o mesmo fundamento. De imediato ela já enfrenta uma dessas criaturas para proteger um grupo de "cri...

SARA

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Como já devem ter percebido por outras postagens, Garth Ennis é meu escritor favorito. E, quando o assunto é guerra, ele realmente é insuperável. Dentre seus trabalhos mais memoráveis na área podemos destacar Histórias de Guerra (trazido pela extinta Ópera Graphica e continua incompletas aqui no Brasil) e Campos de Batalhas (publicado pela editora Mythos). Dessa vez foi a Panini quem apostou na nova HQ do Garth Ennis sobre o tema. A edição em si é muito bem caprichada, capa dura e tamanho um pouco maior que o formato americano. Originalmente foi publicado pela TKO Studios, um editora recente no mercado (fundada em 2017) e já conta com nomes como Jeff Lemire no catálogo, além, é claro, do Ennis. Em Sara, voltamos à Segunda Guerra Mundial, esse tema fértil e minado de boas (e tristes) histórias. A protagonista que dá nome ao quadrinho faz parte de um grupo de franco-atiradores composto só de mulheres soviéticas. Enquanto a Rússia perde cada vez mais território para os nazistas, essas her...

CAMPOS DE BATALHA

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Prepare-se para se emocionar! Essa obra magistral são contos emocionantes de guerras e das cicatrizes que elas provocam. Mais uma vez Garth Ennis nos brinda com sua visão única do mundo (das guerras). As duas histórias nesse encadernado trazem protagonistas femininas, poderosas e capazes de vencer nossas limitações humanas, não apenas para sobreviver mas para fazer o que precisa ser feito. Campos de Batalhas tem uma pegada mais séria do que muitas obras do irlandês Ennis. E o final de cada uma está longe de ser feliz (como poderia, se é guerra?). Com certeza uma HQ nota 10!

BLOOD - UMA HISTÓRIA DE SANGUE

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DeMatteis sempre consegue nos surpreender, antes com Última Caçada de Kraven, Shamballa e a nostálgica Liga da Justiça, bem como em Blood. Ele trilha o caminho subjetivo da sua mente criativa, tornando a jornada "comum" a todos nós (pelo menos àqueles que adentram as portas da percepção apontadas por Blake). Por não ser um quadrinho qualquer, não vou me limitar a um simples review, mas sim dizer o que senti. Na metade da leitura, dessa jornada, eu mesmo me tornei Blood, nos tornamos um, eu sabia o que viria, mesmo sem saber, como um dejavu, que me pegou atônito mil vezes e mais uma. DeMatteis sabe como ninguém incluir metafísica em sua obra, e com isso ele nos ensina, torna-se nosso mestre, e volta a ser aprendiz de si mesmo, e o ciclo continua pois a jornada nunca tem fim... não para aqueles que se transmutam, evoluem e ascendem. "Degustar um bom vinho", essa foi a sensação de ler Blood: Uma História de Sangue. Então, deguste. É saboroso!